O IC5 será um itinerário complementar que fará a ligação entre o IP4, na zona de Murça, e Miranda do Douro. O IC5 vai rasgar o distrito de Bragança, a sul, em direcção à fronteira, representa 261 quilómetros de novas estradas aguardadas há muito tempo nesta região. A juntar a está também o IP2, que ligará o interior de Norte a Sul. O IP2 é um itinerário principal que há cerca de 20 anos promete ligar o país de Norte a Sul pela zona interior, sendo que no distrito de Bragança tem apenas dois pequenos troços. O primeiro foi implementado no final da década de 1980, no concelho de Torre de Moncorvo, e o segundo, mais recente, entre Macedo e Valbenfeito. Esta estrada que será construída contemplará 116 quilómetros entre Bragança e a Guarda, sendo uma mais-valia para os concelhos de Mirandela, Vila Flor, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa, Meda e Trancoso. Voltando ao ponto de partida o itinerário complementar nº5 que estará terminado na mesma altura. Esta estrada terá 145 quilómetros entre os concelhos de Murça e Alijó, no distrito de Vila Real, e Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé e Mogadouro. Estas estradas estarão, em teoria, terminadas em 2011. Estas estradas melhorarão as condições de vida de 330 mil pessoas e far-se-á justiça a nível rodoviário. Para o distrito de Bragança, o IP2 e o IC5 garantem ligação a toda a rede viária nacional. Particularizando agora, ao concelho de Vila Flor, é obvio que os benefícios são mais que evidentes, visto que teremos acesso a duas estradas que são fundamentais para a nossa deslocação, sendo que a IC5 atravessa mesmo o concelho praticamente a meio. Achamos que as obras públicas são essenciais e estas especificamente serão o principio da justiça que é devido ao interior cada vez mais desertificado e com mais dificuldades a nível económico. Como é facto, fazer oposição coerente e consciente é concordar com o que favorece as populações, sem ter em consideração de onde e de quem vem a proposta. Considero que a oposição deve ter um princípio construtivo, e não se dever ao cumprimento de objectivos pessoais, e por isso lutaremos. Em relação a tudo isto é necessário colocar alguns contras, porque se é facto que nós precisamos de boas estradas, IC´s e IP´s, também não é menos verdade que essenciais serão também os acessos, porque uma estrada cortar o concelho por si só não melhora nada se não tivermos bons acessos, para chegar a ela. Nós temos a qualidade de acessos muito reduzida sendo que existem várias troços, uns camarários e outras nacionais que estão em péssimas condições. Teremos que ter as coisas bem claras e perguntar, se a construção destas novas estradas fará com que os acessos sejam também melhorados. Perguntas as quais todos nós devemos procurar resposta, pois disto depende parte da nossa qualidade de vida.
Texto de Joni Ledo
quinta-feira, 23 de julho de 2009
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